Pediatria em Enfermagem

Um blog sobre crianças...

Sábado, Março 11, 2006

A Criança e os Brinquedos

Brincar é a actividade central da criança. Uma criança que não brinca chama tanto a atenção como uma que não come. É muito importante que os papás compreendam que brincar não é uma perda de tempo, antes pelo contrário: é indispensável para o crescimento psíquico, intelectual e social dos seus filhos. Através da Brincadeira, a criança cria elos de socialização, estimula a imaginação, aprende a dominar o corpo e torna-se mais independente dos pais...

Brinquedos grandes ou pequenos?
Quanto ao tamanho dos brinquedos, se bem que não existam regras fixas, há alguns aspectos que convém ter em conta.
Um brinquedo enorme pode chamar-lhe à atenção, mas ao mesmo tempo também é mais difícil de manusear, de modo que convém optar por aqueles que a criança consegue segurar sem dificuldade. No entanto, é preciso que sejam suficientemente grandes para que a criança não asfixie se os colocar na boca.

Que brinquedos e em que momento

0 aos 2 meses
Desde o momento em que nasce, a criança começa a desenvolver a sua percepção visual, de modo que até aos 2 meses os brinquedos mais apropriados são aqueles de cores brilhantes, com música e movimento lento:
·Mobiles
·Posters
·Brinquedos de pendurar (há animaizinhos que vêm com uma corda que, ao ser puxada, faz com que as patinhas e os olhinhos se movam ao mesmo tempo que soa uma melodia. Se bem que ainda não sejam os ideais para uma criança recém-nascida, a mamã ou outra pessoa deverá puxar a corda para colocá-los em funcionamento).

Entre os 2 e os 4 meses
Nesta etapa o seu bebé tentará levar tudo à boca. Os brinquedos apropriados para esta época são aqueles que facilitam a manipulação precoce dos objectos e o interesse pelas estruturas.
E também os que têm movimento e emitem sons, porque oferecem ao pequenito a oportunidade de observar um objecto em movimento e procurar a fonte do som. Os mais adequados neste período são:
·Animaizinhos ou brinquedos de tecido ou borracha muito mole
·Rocas.
·Bolas.
·Brinquedos para a banheira.

Dos 4 aos 6 meses
Os brinquedos ideais para esta etapa são:
·Mini ginásios (O bebé fica no chão, de costas, e o ginásio fica por cima dele, com elementos para olhar e pontapear, que ao serem tocados emitem sons).
·A partir dos 5 meses, Mantas de actividades, com diferentes texturas, espelhinhos, sons, etc. para deixar o bebé no chão.

Entre os 6 e os 9 meses
A criança já pode atirar os objectos, segui-los com a vista e depois apanhá-los. Nesta época, os brinquedos ideais são aqueles que o ajudam a coordenar o movimento das mãos e do olhar:
·Cubos pequenos, de felpa (os de madeira ainda não, já que os bebés costuma atirá-los e poderiam magoar-se).
·Aros de plástico ou de tecido, para encaixar numa vara.
·A partir dos 8 meses, centros de actividades com plaquinhas para baixar, discos para girar, etc.

A partir dos 12 meses
Aos 12 meses, o pequenito já se encontra em condições de brincar com objectos empilháveis e construir torres, porque já consegue coordenar os seus movimentos. Desde os 12 e até aos 18 meses, são recomendáveis os objectos que estimulam a actividade motora:
·Elementos para fazer torres.
·Brinquedos com portas para abrir e fechar.
·Telefones para discar.
·Bolas para pontapear.
·Blocos.
·Jogos de encaixe.

A partir dos 18 meses
Desde os 18 meses e até aos 24, são ideais os brinquedos que permitem à criança descobrir uma nova dimensão de deslocação:
·Brinquedos de arraste.
·Triciclos, tipo carro.
·Cubos de madeira (a partir dos 18 meses).

A partir dos 2 anos
Controlar os esfíncteres e aprender a comer com talheres sem derramar a comida nem sujar-se, são comportamentos que a criança vai aprendendo, muitas vezes com pesar, mas por amor aos seus pais.
Por isso, aos 2 anos, o reencontro com aquilo que em algum momento lhe causou tanto prazer pode recriar-se, mediante brincadeiras em que pode besuntar-se e sujar-se ao seu gosto. Os ideais para esta etapa são:
·Brincadeiras com água (para as meninas há umas cozinhas que vêm equipadas com um depósito de água, que circula através de canos; para os meninos, camiões que têm um depósito para encher com água).
·Barro
·Plasticina.
·Jogos com massas (há para fazer massas, bichos, cabelos, etc.).
·Guaches e lápis não tóxicos.
·Triciclo de três rodas.
·Carrinho de fricção.
·Quebra-cabeças até quatro peças.

Entre os 3 e os 6 anos
·A partir do 3 a 4 anos, as meninas estão em condições de brincar com bonecas tipo Barbie.
·Entre os 4 e os 5 anos, o pequenito já consegue fazer um quebra-cabeças de vinte peças (com ajuda), brincar com jogos tipo “teste de memória” e pintar livrinhos de contos.
·Desde os 5 ou 6 anos, a criança é capaz de fazer puzzles (tipo “os meus puzzles”), dado que a sua motricidade, mais fina, permite-lhe construir objectos com formas determinadas.

As Primeiras palavras do bebé

Desde muito pequeno, o bebé aprende que todas as suas acções provocam uma reacção nos adultos. Se sente fome e chora, a mãe corre para atendê-lo. Assim ele assimila a informação e repete o acto: quando quer atenção, chora. Esta é uma forma de linguagem não oral, que serve para que ele se comunique com o mundo. Apesar de entende-lo mesmo que ele não fale, a primeira palavra do bebé a mãe jamais esquece. O primeiro sinal de que a comunicação verbal finalmente se estabeleceu entre os dois, é motivo de festa para toda família. Antes de chegar a esse momento foram horas de "conversas" em que a mãe falava e o bebé, a seu modo, respondia usando os mais variados sons.
A princípio indefinidos, depois com monossílabos que pouco a pouco iam sendo repetidos e se juntando até formarem uma palavra. Para conseguir elaborar uma frase completa no entanto, ele precisará de um pouco mais de tempo, e a participação dos pais neste processo é imprescindível. O aprendizado da linguagem é um demorado processo de aprimoramento. A partir do choro, de um soluço ou arroto, o bebé descobre que produz sons e sente vontade de experimentar outros. Começa então a fazer sons sem sentido, o que a mãe entende como "uma gracinha" formando um primeiro elo na comunicação. Esta é a primeira manifestação sonora, mas ainda não é linguagem.
De um modo geral aos seis meses surgem os sons consonantais pa, ba, ma e ta mais fáceis de enunciar. Estamos aqui no período pré-linguístico, quando o bebé fala sons apenas repetindo e experimentando algo ainda incompreensível para ele. Do sexto ao oitavo mês começa o período do balbucio. A princípio o som é emitido ao acaso, e à medida que o repete vai registando neurologicamente que este som é produzido através de um gesto motor.
Trata-se de uma acção reflexa, a criança começa a formar a percepção de como fazer o som. Para os pais no entanto o filho já é um ser falante e isso é o suficiente para aumentar a sua interacção com ele, através de jogos de comunicação. Esse entrosamento é importantíssimo pois é ele que cria o vínculo comunicativo.
Quando o bebé percebe a atenção que seus balbucios despertam na família ele começa a imitar os sons do adulto.Com o tempo não só os repete como passa a dar sua própria entonação a esses sons e assim vai aumentando sua competência linguística. Temos então a passagem do período pré-lingüístico para o linguístico, quando o bebe produz um determinado som e começa a usá-lo para se expressar ,quando intencionalmente, participa do diálogo com o interlocutor. O vinculo emocional é a base da comunicação linguística.
Na troca entre adulto e criança se forma a linguagem. O desenvolvimento da linguagem, é individual, e existem diferenças de habilidades entre as crianças ,mas em geral, até os três anos e meio a criança já domina todas as palavras e fonemas ,sendo os sons com /R/ e /L as ultimas conquistas articulatórias. Algumas vezes a ansiedade dos pais em relação ao início da fala do bebé, é tão grande que pode atrasar o aprendizado pois o jogo lúdico da comunicação é interrompido.
Falar com o bebé, oferecer estimulo visual, pegá-lo no colo, fazer com que ele sinta que o adulto quer conversar com ele é fundamental. Também se incentiva a linguagem proporcionando outras experiências sensoriais, como deixar o rádio ligado, dar objectos que produzam sons para a criança brincar, mostrar que se pode fazer diferentes sons com a boca, ou tocando partes do corpo, e ainda induzi-lo a tocar materiais com texturas diferentes e colocar móbiles coloridos para estimulação visual.Em resumo, estimular todos os seus sentidos: visão, audição, paladar e tacto. Quanto maior o número de informações oferecidas ao bebé mais condições ele tem de desenvolver melhor a linguagem. Alguns bebés demoram mais que outros para falar. Isto nem sempre significa que tenham algum problema.
O mais importante é que os pais observem se o filho reage adequadamente a ruídos externos. Se aos dez meses a criança não tiver começado a emitir nenhum som, é possível que haja alguma complicação auditiva, ou neurológica, que deve ser investigada. Em crianças que tenham nascido com baixo peso e tenham sofrido internação hospitalar essas medidas de segurança devem ser tomadas mais cedo.

Quinta-feira, Março 09, 2006

A Gaguez na Criança

Quando as crianças começam a ter dificuldades para falar, logo apresenta-se um exército de auxiliares, com frases do tipo : pensa antes de falar ; fala devagar ; respira fundo; repete comigo… Todos amorosamente empenhados em fornecer à criança algum tipo de ajuda.

O que os "ajudantes" não sabem é que num nível de percepção interno, o que a criança está recebendo são informações muito negativas quanto à capacidade que ela tem de expressar-se.
Assim o que inicialmente era um problema de disfluência normal de fala, ou seja, uma inabilidade temporária, que desapareceria com a maturidade do sistema neurológico e fonoarticulatório, torna-se a temida gaguez.

Uma das possibilidades do surgimento da gaguez acontece quando o indivíduo por não acreditar na sua competência para falar (num processo não consciente) cria uma série de manobras e artifícios para tenta "encaixar" sua fala naquilo que os outros esperam.
Este "ajuste de performance" gera uma tensão que impede o harmonioso funcionamento entre os sistemas neurológico, respiratório, fonatório e articulatório, criando então uma fala ruim, cheia de repetições e hesitações, chamada popularmente de gaguez, que só tende a piorar quanto mais a criança se esforça para livrar-se dela.

Cria-se então um círculo vicioso de comprometimento emocional e físico, e a fala disfluente acaba sendo registada no cérebro como a fala correcta daquela pessoa, ou seja, forma-se uma espécie de mapa cerebral (os engramas) de uma fala que o organismo aceita como correta, mas que os outros e o próprio indivíduo não.

O que era um problema passageiro, torna-se então um distúrbio emocional, físico e neurológico, que poderá acompanhar o indivíduo por toda a vida.
O papel do fonoaudiólogo, é identificar em que nível está o problema e orientar as pessoas que convivem com a criança sobre como realmente auxiliá-la.

Caso a disfluência normal de fala tenha efectivamente se transformado em "gagueira", a indicação será a terapia fonoaudiológica.
Na terapia serão trabalhados desde os factores físicos e emocionais relacionados com a fala, até a formação de um novo "mapa neurológico", com informações sobre um novo padrão de fala, correcto agora em todos os sentidos.


A gagueira tem cura!
Nem todo o "gaguejar" é gagueira!
Pais, professores, pediatras devem ficar atentos e procurar a orientação do fonoaudiólogo, antes de alarmarem a criança e faze-la perceber que sua fala não está dentro dos padrões.
Tudo o que a criança quer é comunicar-se, é fazer parte do maravilhoso mundo de ideias dos adultos.
A mensagem, o conteúdo da linguagem ,é o que tem que ser valorizado antes de tudo.
Quando a ideia é esquecida e somente a forma da expressão é valorizada, a criança não sente apenas que sua fala é rejeitada, ela sente que suas ideias não tem valor…

Terça-feira, Março 07, 2006

Protecção solar para bebés e crianças

Bebés e crianças precisam estar protegidas do sol, pois também sofrem os efeitos cumulativos que ocorrem principalmente nos primeiros 20 anos da vida, e vão se agravando ao longo do tempo.
Crianças que aprendem a se proteger do sol serão adultos mais saudáveis.
No entanto, bebés de até 6 meses só devem usar produtos de proteção solar sob orientação médica, porque até essa idade o organismo ainda é muito sensível.
Para bebés entre 6 meses e 2 anos é recomendado o uso de produtos específicos, sem filtros químicos.
Para crianças acima de 2 anos, é recomendado o uso de protetor solar com FPS 30 e alta proteção UVA

Sexta-feira, Março 03, 2006

Síndroma da Morte Súbita

Todos nós já ouvimos falar de crianças saudáveis que morrem enquanto dormem sem que haja uma causa conhecida. A este fenómeno dá-se o nome de Síndroma da Morte Súbita. Muito embora os médicos durante vários anos tenham investigado as causas, até hoje estas continuam a ser desconhecidas, pelo que a melhor forma de actuar é na prevenção.

Suposta causa
Os especialistas, através de alguns estudos, conseguiram estabelecer uma relação entre o fumo do tabaco e o Síndroma de Morte Súbita. Uma percentagem dos bebés falecidos tinha mães fumadoras que haviam fumado durante a gravidez, e estavam expostos ao fumo do tabaco das suas mães nos primeiros tempos de vida.

Números trágicos
Este síndroma afecta especialmente as crianças de tenra idade (entre os 0 e os 6 meses) e embora o número de mortes súbitas tenha diminuído, ainda hoje há crianças que morrem sem causa aparente. Há vinte anos atrás, a incidência de mortes por Síndroma de Morte Súbita era de 2 em cada mil crianças recém-nascidas (sendo que 40 por cento dos bebés eram meninas, e 60 meninos), que embora tivessem alguns problemas respiratórios, estes não justificavam o falecimento. Nos anos 90, os especialistas começaram a alertar para o problema e surgiram algumas campanhas de prevenção, que permitiram que estes números trágicos diminuíssem em 50 por cento, em alguns países.

Como evitar?
Tenha em atenção as recomendações que se seguem e sobretudo vigie o seu filho quando estiver a dormir.
- Não exponha o seu filho ao fumo do tabaco. Se você é fumadora o risco de morte súbita é elevado, e se ambos, você e o pai, forem fumadores, este risco aumenta imenso.
- O uso de chupeta diminui o risco de Síndroma de Morte Súbita.
- Quando deita o seu bebé para dormir, não o deverá tapar demasiado, sendo preferível agasalhá-lo com mais uma peça de roupa do que utilizar um lençol e uma manta.
- Deite-o com os pés encostados ao fundo da cama para que não se mexa muito e fique coberto pela roupa.
- Deixe-o dormir de barriga para cima, já que os bebés têm as suas vias respiratórias protegidas por natureza. Mas atenção: se o seu filho sofre de refluxo gastro-esofágico, não deverá deitá-lo nesta posição. Deite-o de lado e coloque uma protecção lateral para que ele não se volte e fique de barriga para baixo.
- Não o deixe dormir na sua cama caso seja fumadora ou se tiver ingerido álcool.
- Mantenha a casa arejada evitando ambientes excessivamente quentes (>22/23ºC).
- Não o deite em superfícies demasiado moles.

A cama dos papás
Grande parte dos pediatras aconselha a que não deixe o seu bebé dormir na sua cama. Para além do risco de asfixia, também não será muito cómodo quando começar a crescer e a ocupar demasiado espaço. No entanto, outros especialistas referem que, caso o seu bebé durma juntamente com os pais:
- Há um incremento na amamentação, já que o bebé poderá mamar a pedido;
- Há uma maior sincronização entre o sono do bebé e dos pais;
- O bebé realiza uma melhor regulação da sua temperatura corporal;
- Chora menos;
- A estabilização cardio-respiratória e a oxigenação do bebé são maiores.

O Síndroma de Morte Súbita é considerado ainda um problema que não se pode erradicar. O máximo que se pode fazer é prevenir. Como tal, siga as instruções do pediatra do seu filho e evite os comportamentos de risco que poderão ocasionar uma tragédia.

Domingo, Fevereiro 26, 2006

Quanto custa um infantário?

Ter um filho num infantário é actualmente, para a maior parte dos casais, imprescindível. Se até há uns anos as crianças podiam ficar em casa com a mãe até ao seu ingresso na escola, hoje isso torna-se apenas um privilégio de uma minoria.
As mães têm de voltar ao trabalho após o período da licença de maternidade e os avós, muitos deles, também não têm possibilidade de ficar com os netos. Uns porque também ainda trabalham, outros porque por vivem afastados do casal.
Assim, como opções para deixar as crianças, restam o infantário ou uma ama que possa ficar com os pequenitos durante o período laboral. No entanto, ao equacionar estas opções fica a questão: quanto poderá custar o infantário?

Os preços e as regalias
É difícil elaborar uma tabela de preços dos infantários dado que, dependendo da localidade e das condições de cada um, as tabelas têm grandes oscilações. Os valores são também variáveis consoante a idade da criança.
São diferentes as mensalidades para um bebé até aos 18 meses e as de um outro com mais de 18 meses. Assim, antes de inscrever o seu filho num infantário, verifique os valores quer da mensalidade quer da inscrição.
À inscrição, em geral, o estabelecimento acresce o valor do seguro. Nas mensalidades há ainda a considerar:
1) Período de permanência
O horário de entrega da criança no infantário é geralmente às 8:00. Se tiver necessidade de deixar o seu filho entre as 7:00 ou 7:30, terá de pagar o tempo extra.
O valor por hora pode variar em média entre os 10 e os 20 euros mensais. O horário de recolha da criança varia entre as 18:00 e as 19:00.
Há a considerar o pagamento extra pelo prolongamento do horário sempre que os pais se atrasem ou um pagamento fixo se o horário habitual de permanência exceder as 19:00.
2) Serviço de Refeitório
Também dependendo do serviço de refeitório, os valores sofrem variações. Neste caso, há a considerar:
- Serviço de refeitório até aos 12 meses
- Serviço de refeitório a partir dos 12 meses
- Refeições avulsas.
3) Serviço de transporte
O serviço de transporte pode considerar ambas as viagens, ou apenas o regresso.
Tudo incluído
Há infantários que na sua mensalidade consideram um valor onde está tudo incluído. Ou seja, os pais não têm qualquer preocupação quer com a alimentação quer com os produtos de higiene do bebé.
Fraldas, toalhitas, creme, lençóis, mantinha, biberões, leite ou suplemento são da responsabilidade do infantário e estão incluídos na mensalidade.
Mensalidade média
Sendo impossível estimar um valor médio dadas as diferentes premissas, poderemos considerar que, para que o seu filho frequente um infantário razoável numa das principais cidades ou na sua periferia, terá de suportar um valor que pode oscilar entre 260 e 400 euros.

Custos suplementares
Existem outros valores que poderão ser considerados como custos inerentes à frequência de uma criança num infantário.
Desses destacamos: bibes ou fardas, material de ginástica, passeios (para os mais crescidinhos), período de férias (idas à praia). Os passeios e as idas à praia são geralmente opcionais, havendo em princípio a possibilidade de que a criança permaneça no infantário.

Quando o custo vale a diferença
Se bem que possam existir infantários em que os valores da mensalidade sejam mais baixos, deve sempre analisar bem as condições de cada um antes de tomar uma decisão definitiva. Por vezes, o que nos parece barato pode sair muito mais caro.
Se os cuidados com o seu filho são extremados e, quando o vai buscar, ele está satisfeito, limpo e bem tratado, você poderá estar a pagar um pouco mais, mas a sua segurança está assegurada.
Se, pelo contrário, quando vai buscar o seu filho ele tem sempre os olhitos vermelhos de tanto chorar, tem o rabinho assado e cheira a leite azedo ou está cheio de nódoas, veja se, pagando um pouco mais, o seu filho não estaria mais feliz.

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Birras - o que fazer ?

Transforme a birra numa prova de amor e faça o seu filho dar mais um passo em frente para a idade adulta.

A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir. Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes! Nesta fase, as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.


A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. Esta fase da "afirmação do eu" faz parte do crescimento normal da criança, do conquistar de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É um claro sinal de crescimento! E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas. A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afectivas de que ela necessita, com uma determinada firmeza.

Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra então há que lidar com ela com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, alie a firmeza à suavidade.

Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer "não", deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional. A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não necessita de se tornar um general. A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do "não": "Não, porque te podes magoar ou magoar os outros ou estragar o brinquedo..." Expresse empatia e diga-lhe que compreende perfeitamente o que ela está a sentir: "Quando era pequena, a avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste. Acontece que se comeres os doces todos vais ficar com uma valente dor de barriga, mas a mamã gosta muito de ti e não quer que te doa a barriguinha." Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o. É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará. Após a birra, felicite-a por se ter decidido pelo bom comportamento.

Se mesmo assim não resultar, ignore-a por alguns minutos e continue o seu percurso. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. É claro que nem sempre é possível, por exemplo, poderá tornar-se perigoso se o fizer na via pública. Neste caso será preferível conduzi-la pela sua mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e levadas até ao fim.

As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize de mais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo num ápice. Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas não caia em tentação.A birra permite também à criança lidar com os seus sentimentos e a auto-controlar-se. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com a sociedade e a uma boa integração na comunidade.

Sem.bmp
As regras são fundamentais.Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.